AL- Vacina que volta

Quem é Daniella Trajano Dalff, filha de empresários que morreu em explosão em garimpo de MT

Por Redação em 02/09/2021 às 19:38:15

Polícia diz que Daniella Trajano Dalff, de 28 anos, fazia parte de um esquema de desvio de explosivos no estado.

Daniella Trajano Dalff, de 28 anos, morta na explosão de dinamites em um garimpo de Guarantã do Norte (MT), no dia 20 de agosto, era estudante de engenharia de minas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Nas investigações, ela e o presidente da Cooperativa dos Garimpeiros, Mario Lucier Caldeira, que também morreu no acidente, são apontados como membros de um esquema de desvio de explosivos.

A jovem ingressou na UFMT, campus de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, no primeiro semestre de 2019.

Daniella também trabalhava na empresa dos pais, que fornecia explosivos na região.

A jovem era ativa nas redes sociais. Sempre postava fotos de passeios e confraternizações com os amigos, e tinha milhares de seguidores. Após a repercussão do caso, o perfil dela foi desativado.

Ainda não se sabe se a jovem atuava com o grupo no desvio de explosivos com o consentimento da família. A polícia disse que a investigação está em andamento e há informações sendo apuradas e relatórios que serão anexados ao inquérito para esclarecer a dinâmica da explosão e as responsabilidades dos possíveis envolvidos.

Delegado fala sobre investigação de explosão em garimpo que matou duas pessoas

O delegado Victor Hugo Caetano Freitas, da Polícia Civil, disse a jovem e o presidente da cooperativa manuseavam um solvente inflamável para apagar os códigos de rastreio dos explosivos, com a finalidade de comercialização no mercado ilegal.

O que ocasionou a explosão

O atrito entre o solvente e o cordel teriam ocasionado a explosão. Os dois morreram carbonizados no local. Outras três pessoas foram socorridas com ferimentos e encaminhadas ao hospital.

Os códigos são obrigatórios em todo material explosivo e servem para rastrear a carga desde a origem até o destino final do material, que tem o uso controlado pelo Exército Brasileiro.

A investigação já apurou que a supressão dos códigos foi feita para evitar que o material fosse rastreado e pudesse, assim, ser vendido no mercado clandestino.

As cargas de dinamite não deveriam estar em Guarantã, foram movimentadas clandestinamente. O rastreio desse tipo de carga tem uma rota traçada e não pode ser desviada.

Na próxima semana, o delegado responsável pelo inquérito deve ouvir o proprietário da empresa que comercializou o material explosivo e uma das pessoas que estava presente no local no momento da explosão.

Durante as investigações, foram ouvidos trabalhadores que estavam no local e apurada a informação de que os explosivos apreendidos tinham outro destino e estavam no garimpo clandestinamente.

Fonte: G1

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