AL- Vacina que volta

Facebook tentará afastar adolescentes de conteúdo prejudicial, diz VP da empresa

Por Redação em 10/10/2021 às 16:50:23

Em entrevista à CNN americana, executivo também expressou abertura à ideia de permitir que reguladores tenham acesso aos algoritmos das redes sociais, usados para amplificar conte├║do.


Nick Clegg, vice-presidente do Facebook para assuntos globais, disse neste domingo (10) ao programa State of the Union da emissora CNN que a empresa deve introduzir novas medidas em seus aplicativos para afastar adolescentes de "conte├║dos prejudiciais".

O executivo também expressou abertura à ideia de permitir que reguladores tenham acesso aos algoritmos das redes sociais, usados para amplificar conte├║do. As declara├ž├Áes acontecem no momento em que parlamentares norte-americanos analisam como a rede social e suas subsidi├írias, como o WhatsApp e Instagram, afetam a sa├║de mental dos jovens.

O esc├óndalo veio à tona com aa den├║ncia de uma ex-funcion├íria que afirmou ao jornal "The Wall Street Journal" que o Facebook protegia celebridades das regras de conte├║do, que a empresa sabia que o Instagram é "tóxico" para os adolescentes. O episódio ficou conhecido como "The Facebook Files".(leia mais abaixo)

Na entrevista à CNN, Clegg diz que os algoritmos "t├¬m que ser cobrados, se necess├írio, pela regula├ž├úo, para que as pessoas possam comparar o que nossos sistemas dizem que eles devem fazer com o que realmente acontece".

"Introduziremos algo que acho que far├í uma diferen├ža consider├ível, que seria nossos sistemas percebendo que um adolescente est├í vendo o mesmo conte├║do v├írias e v├írias vezes e é um conte├║do que pode n├úo ser favor├ível ao seu bem-estar, e vamos incentiv├í-los a olhar para outro conte├║do", disse Clegg.

Na semana passada, até mesmo Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, usou a rede social para se defender das acusa├ž├Áes de que o site prioriza lucro em cima de informa├ž├Áes e conte├║dos sens├şveis de seus usu├írios, de que prejudica crian├žas e de que enfraquece a democracia.

O empres├írio disse que o Facebook se preocupa ?profundamente com quest├Áes como seguran├ža, bem-estar e sa├║de mental" e reclama da suposta "falsa imagem que est├í sendo pintada da empresa".

"No centro dessas acusa├ž├Áes [que est├í a ideia de que priorizamos o lucro em vez da seguran├ža e do bem-estar] isso simplesmente n├úo é verdade."

O executivo se comprometeu a fazer mais pesquisas sobre o assunto e compartilh├í-las com o p├║blico quando estiverem conclu├şdas.

"Em vez de ignorar isso, as empresas de tecnologia precisam criar experi├¬ncias que atendam às necessidades [das crian├žas] enquanto mantém elas seguras".

'Facebook files'


Frances Haugen, ex-funcion├íria do Facebook, em entrevista à emissora americana CBS News — Foto: CBS News/60MINUTES via REUTERS
Frances Haugen, ex-funcion├íria do Facebook, em entrevista à emissora americana CBS News



A ex-funcion├íria do Facebook Frances Haugen, de 37 anos, trabalhou como gerente de produtos na companhia e era respons├ível por projetos relacionados com elei├ž├Áes. Ela revelou sua identidade no ├║ltimo domingo (3) em entrevista à emissora americana "CBS News" durante o programa "60 Minutes".

Foi a partir dos documentos obtidos por ela que o "Wall Street Journal" publicou reportagens em meados de setembro indicando que o Facebook protegia celebridades das regras de conte├║do, que a empresa sabia que o Instagram é "tóxico" para os adolescentes e que a resposta da empresa às preocupa├ž├Áes dos funcion├írios sobre o tr├ífico de pessoas foi muitas vezes "fraca".

Durante a entrevista à emissora de TV "CBS News", Haugen acusou o Facebook de "colocar os lucros acima da seguran├ža" e afirmou que "agiu para ajudar a incentivar mudan├žas na gigante das m├şdias sociais, n├úo para despertar raiva".

"O Facebook ganha mais dinheiro quando voc├¬ consome mais conte├║do. As pessoas gostam de se envolver com coisas que provocam uma rea├ž├úo emocional. E quanto mais voc├¬ sentir raiva, mais vai interagir, mais vai consumir", disse Haugen.

Engenheira da computa├ž├úo de forma├ž├úo, Haugen j├í trabalhou para outras empresas de tecnologia, como o Google e o Pinterest, e se especializou na cria├ž├úo de algoritmos que decidem o que as pessoas ir├úo visualizar em seus feeds. Segundo ela, o Facebook é "substancialmente pior" que tudo o que j├í viu antes.

Desde setembro, quando o esquema denunciado por Haugen foi exposto pelo WSJ, as a├ž├Áes do Facebook colhem queda de cerca de 10%.

Facebook nega acusa├ž├Áes

O Facebook reagiu às reportagens do "Wall Street Journal". Nick Clegg, vice-presidente de rela├ž├Áes globais do Facebook, publicou uma série de tu├ştes em 18 de setembro apontando o que chamou de "caracteriza├ž├Áes errôneas" das matérias.

Segundo ele, as alega├ž├Áes de que o Facebook ignoraria de forma deliberada e sistem├ítica pesquisas inconvenientes s├úo "falsas". A rede também disse que os documentos vazados foram divulgados ao p├║blico "sem contexto" o suficiente e decidiu publicar os materiais com "anota├ž├Áes".

Ao g1, o Facebook disse que: "Todos os dias, nossas equipes trabalham para proteger a capacidade de bilh├Áes de pessoas de se expressar abertamente e, ao mesmo tempo, manter nossa plataforma um lugar seguro e positivo. Continuamos a fazer melhorias significativas para combater a desinforma├ž├úo e conte├║do prejudicial em nossos servi├žos. Sugerir que encorajamos conte├║do nocivo e n├úo fazemos nada a respeito simplesmente n├úo é verdade".

Fonte: G1

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