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Ministros pressionam Bolsonaro a conter aumento de tarifa do transporte público em 2022

Por Redação em 03/12/2021 às 09:39:11

Segundo o blog apurou, Paulo Guedes critica ação dos ministros e tenta convencer o presidente a não se envolver na questão, que considera ser da alçada de prefeitos. O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do ministro Onyx Lorenzoni, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto

Marcos Corrêa/Presidência da República

Ministros candidatos, como Onyx Lorenzoni e Rogério Marinho, travam uma nova guerra nos bastidores com o ministro da Economia, Paulo Guedes: agora, pressionam Jair Bolsonaro (PL) a atender pleitos como o da Frente Nacional de Prefeitos, que cobram do governo uma solução federal para evitar o que chamam de “colapso” dos serviços de transporte público urbano.

Nas últimas semanas, ministros políticos têm dito ao presidente Bolsonaro que temem que o aumento do diesel e a queda do número de passageiros por causa da crise da Covid levem a paralisações e aumento do preço da passagem de ônibus em 2022, ano eleitoral.

Como Bolsonaro teme que o desgaste dos eventuais aumentos prejudique sua campanha à reeleição, ministros políticos — que também vão enfrentar as urnas — tentam convencer o presidente a buscar uma solução junto ao Ministério da Economia para atender ao setor.

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes em evento

Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo o blog apurou, Paulo Guedes já foi sondado pelo presidente Bolsonaro justamente a respeito da questão do diesel. Guedes reagiu com irritação pois repete que não há espaço no orçamento para novas despesas — e tem dito a interlocutores que os ministros políticos “vão explodir o país” para se elegerem e trabalha para demover o presidente de se envolver na questão que considera ser da alçada dos prefeitos. Guedes, no entanto, tem perdido batalhas na área econômica. O ministro está em rota de colisão com Marinho e Onyx, que defendem o tempo todo uma agenda de gastos de olho nas eleições de 2022 — tudo avalizado pelo presidente Bolsonaro.

PIB cai pelo segundo trimestre seguido e Brasil entra em recessão técnica

Guedes, então, tem acumulado derrotas na sua agenda inicial de reformas e cortes, tem dito ao presidente que, se Bolsonaro não fizer alguma guinada ou aceno para o mercado de que vai ter algum compromisso com austeridade fiscal num eventual segundo mandato, “ele vai perder o centro”. E essa perda, na visão de Guedes, tem destinatário: Sergio Moro, hoje o alvo preferencial do presidente em discursos sobre 2022.

Apesar dos argumentos de Guedes, ministros da ala política do governo estão articulando com o Congresso a pressão junto ao Executivo para atender aos prefeitos, já que a maioria vai enfrentar as urnas e querem evitar desgastes em suas bases eleitorais.

Veja comentários de Andréia Sadi:

Fonte: G1

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