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Sebrae aponta que 41% das micro e pequenas empresas investiram em 2021, e demanda incerta é maior obstáculo

Por Redação em 20/12/2021 às 18:47:14

Pesquisa inédita do Sebrae divulgada ao Valor aponta que 41% das micro e pequenas empresas fizeram investimentos em 2021. A taxa foi mais elevada na indústria, setor em que 47,1% responderam positivamente, ante 39% nos serviços e 35,2% no comércio. Já entre as médias e grandes, 68% informaram haver investido este ano.

Incerteza sobre a demanda, recursos limitados e custo do financiamento são os três principais empecilhos apontados pelas empresas para o investimento na sondagem, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os dados mostram também que, na comparação com outubro, piorou a expectativa dos pequenos negócios para os três meses à frente.

Entre as micro e pequenas empresas, a incerteza quanto ao comportamento futuro da demanda é o principal fator de inibição dos investimentos. Foi apontado por 44,6% delas. Limitação de recursos das empresas foi alegada por 42,1% e o custo do financiamento, por 29%.

"Apesar da maioria dos pequenos negócios não ter conseguido fazer investimentos na empresa, vemos que os empreendedores têm procurado inovar e melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos, apesar das adversidades encontradas neste ano", afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles, em nota.

Entre as médias e grandes, o empecilho mais citado foi a limitação de recursos de caixa das empresas, com 47%. Em seguida, as incertezas quanto à demanda, por 40%, e o custo do financiamento, por 31,9%.

A pesquisa foi realizada de 1 a 25 de novembro, com 3.364 empresas, sendo 1.518 micro e pequenas e 1.846, médias e grandes. Além das questões relacionadas a investimentos, foi realizado um bloco específico para micro e pequenas empresas, sobre a avaliação da situação atual e as perspectivas para os próximos três meses.

A maior parte das micro e pequenas empresas do setor de serviços avalia que o volume de demanda está normal para essa época do ano. Essa foi a resposta dada por 57,8% delas, ao passo que 31,1% acham que o movimento está fraco e apenas 11,1%, que está forte.

No comércio, 60,9% das micro e pequenas empresas dizem que o movimento está normal, 30,2%, que está fraco e 8,9%, que está forte. Na indústria, as que veem demanda em nível normal são 52%, enquanto 33,5% falam em movimento fraco e 14,5%, forte.

No conjunto, as micro e pequenas empresas apresentaram índice 93,4 para a demanda atual, o pior resultado desde maio deste ano. Resultados acima de 100 indicam aceleração e abaixo de 100, desaceleração.

As empresas do setor de serviços são as mais otimistas quanto aos próximos três meses. Para 40,1%, a demanda aumentará no período. No comércio essa resposta foi dada por 33,9% e na indústria, 33,8%.

Apesar de ser o mais elevado entre os setores, o resultado para o setor de serviços é inferior ao observado em outubro, quando 43,3% dos empresários esperavam demanda maior nos três meses à frente.

O quadro de desaceleração se reflete nas expectativas de contratação de funcionários. Na comparação com pesquisa realizada em outubro, as micro e pequenas empresas do setor de serviços que esperam reduzir seus quadros passou de 2,6% para 5,8%. As que têm planos de contratar caíram de 21,8% para 18,2%.

Quadro semelhante aparece no comércio, em que a expectativa de contratação caiu de 13,4% para 10% e as que pretendem demitir, de 7% para 8,7%. Na indústria, as micro e pequenas que pretendem contratar subiram de 15% em outubro para 16,4% em novembro. No entanto, as que pretendem demitir também aumentaram, de 13,3% para 14,7%.

Fonte: Valor Econômico

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