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Bolsonaro revoga homenagem a embaixadora das Filipinas que agrediu empregada doméstica

Por Redação em 03/11/2020 às 10:16:28

Condecoração a Marichu Mauro foi concedida no dia 7 de outubro, antes de denúncia ser exibida em reportagem do Fantástico. Diplomata deve ser processada e julgada no país de origem. Câmeras de segurança flagram embaixadora das Filipinas agredindo empregada

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou a condecoração concedida à embaixadora das Filipinas no Brasil, Marichu Mauro. A medida ocorre após imagens divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, revelarem cenas de agressões de Marichu contra uma empregada doméstica, na residência diplomática, no Distrito Federal.

A decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (3) retira o título recebido pela embaixadora, no dia 7 de outubro.

À época, Marichu recebeu a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul – a mais alta condecoração brasileira atribuída a cidadãos estrangeiros, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

O caso

As agressões da embaixadora Marichu Mauro contra a funcionária da embaixada foram registradas por câmeras da residência oficial, que fica nos fundos da embaixada, em Brasília. Um empregado, que não quis se identificar, viu as imagens e fez um pente fino nas gravações junto com um colega.

Eles descobriram que a vítima era agredida praticamente toda semana. Em 12 de março, as câmeras mostram um momento em que a diplomata parece discutir com a funcionária. De repente, Marichu Mauro dá um tapa no rosto da empregada. A agressão é interrompida no instante seguinte, quando uma pessoa aparece abrindo uma porta.

Marichu B. Mauro, embaixadora das Filipinas, durante assinatura do Livro dos Embaixadores, em abril de 2018

Isac Nobrega/PR

Em 19 de agosto, as duas aparecem tentando consertar uma porta. Enquanto a empregada está abaixada, a diplomata dá um puxão nas orelhas da vítima.

Imagens de 15 de outubro mostram a embaixadora tentando beliscar a funcionária. Ela ainda arranca a máscara de proteção que a empregada usa no rosto.

A mulher agredida tem 51 anos e deixou o Brasil na semana passada. Os representantes do país disseram que ela voltou para as Filipinas, de onde vai contribuir com as investigações.

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Fonte: G1

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