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'Culpados terão que aparecer', diz Alcolumbre sobre apagão no AP após reunião com Bolsonaro

Por Redação em 19/11/2020 às 21:31:30

Presidente do Senado convidou presidente da República para visitar o estado. Irm√£o de Alcolumbre é candidato a prefeito de Macap√°. Primeiro turno ser√° no próximo dia 6. Presidente Jair Bolsonaro e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em reuni√£o no Pal√°cio do Planalto nesta quinta-feira (19)

Palácio do Planalto/Divulgação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cobrou a√ß√Ķes efetivas para socorrer as famílias atingidas pelo apag√£o em reuni√£o nesta quinta-feira (19) com o presidente Jair Bolsonaro.

Alcolumbre foi taxativo na cobran√ßa ao governo. "Culpados ter√£o que aparecer. Respons√°veis ter√£o que ser punidos. Alguém deixou de fiscalizar, alguém falhou, alguém errou. Ent√£o, isso precisa ser tratado", afirmou, de pé, j√° na saída do gabinete presidencial.

Mas, para presidente do Senado, a prioridade, agora, n√£o é demiss√£o, nem puni√ß√£o e sim "tirar o Amap√° do racionamento, o mais r√°pido possível, e garantir auxílio emergencial à popula√ß√£o mais pobre, que perdeu comida, por falta de energia, e est√° passando necessidade".

Depois de um relato detalhado da situação, Alcolumbre fez o convite a Bolsonaro: "Vá ao Amapá ver de perto o que os amapaenses estão passando".

Bolsonaro aceitou o convite. Ainda n√£o h√° uma data fechada para a visita, mas a expectativa é de que seja j√° neste fim de semana.

Nos bastidores, Alcolumbre tem dito que n√£o é o momento para a demiss√£o do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. "Pelo menos até que a situa√ß√£o seja resolvida no Amap√°", tem afirmado.

O movimento do presidente do Senado coincide com o impacto político do apag√£o na campanha do irm√£o do senador.

O próprio Davi Alcolumbre vem dizendo que o "maior prejudicado" com o apag√£o é Josiel Alcolumbre, que liderava a corrida para a Prefeitura de Macap√°, mas caiu nas pesquisas depois que come√ßou o apag√£o.

A crise de energia levou a Justiça Eleitoral a adiar a eleição na capital do Amapá para os dias 6 (primeiro turno) e 20 (segundo turno, se houver) de dezembro .

A crise também vem desgastando o Ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Integrantes do Centr√£o aproveitam o momento para pressionar Bolsonaro a substituí-lo.

Alguns líderes reclamam que "est√° lenta" a resposta do ministério à crise. Mas o líder do governo na C√Ęmara, deputado Ricardo Barros, nega qualquer problema com Albuquerque.

"Est√° tudo normal, transcorrendo com tranquilidade", afirmou Barros, dizendo que o ministro participou da reuni√£o ministerial desta quinta-feira e teve que sair antes a fim de embarcar para Macap√°.

Entre boatos e bastidores, uma coisa é certa, h√° uma intensa press√£o de aliados do Centr√£o para que Bolsonaro substitua alguns ministros, dentre os quais, Bento Albuquerque. Segundo assessores militares, sempre ouve press√£o, porque é um Minas e Energia é um ministério muito cobi√ßado, mas "Bento é imexível". E h√° quem acrescente que n√£o é um bom momento para Bolsonaro ter outro atrito com os militares.

Fonte: G1

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