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Diretor do BC diz que inflação de 4,5% é 'espetacularmente melhor' que de 2,1%

Por Redação em 12/01/2021 às 16:56:32

IBGE informou nesta terça-feira que inflação oficial de 2020 ficou em 4,52%, acima do centro da meta (4%). Em setembro passado, BC previu 2,1%, valor mais distante do objetivo central. IPCA: inflação oficial fecha 2020 em 4,52%, maior alta desde 2016

O diretor de Política Monet√°ria do Banco Central, Bruno Serra, afirmou nesta ter√ßa-feira (12) que a infla√ß√£o acima da meta "nunca é desej√°vel", mas é "espetacularmente melhor" que a previs√£o da institui√ß√£o de 2,1%, divulgada em setembro no ano passado.

Nesta ter√ßa-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou o Índice Nacional de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de infla√ß√£o em 2020.

A taxa ficou em 4,52%, maior alta desde 2016, acima do centro da meta central de 4%, mas dentro do intervalo de toler√Ęncia (entre 2,5% e 5,5%) estabelecido no ano passado pelo Conselho Monet√°rio Nacional.

Em setembro de 2020, o BC estimou que o IPCA terminaria 2020 em 2,1% — dentro do intervalo de toler√Ęncia, mas distante do objetivo central. Naquele momento, economistas do mercado financeiro projetavam a infla√ß√£o oficial abaixo de 2%, descumprindo as metas prefixadas para o período.

"A gente n√£o ia entregar [cumprir] a meta de infla√ß√£o. Passados três meses, a gente est√° entregando infla√ß√£o pouco acima do centro da meta, o que nunca é desej√°vel. Mas, como a gente est√° sempre acima do centro, que seria 4% em 2020, 4,5% é espetacularmente melhor do que 2,1% que a gente esperava no final de setembro", declarou o diretor durante transmiss√£o ao vivo de uma institui√ß√£o financeira.

Alta dos juros

Bruno Serra também indicou que a taxa b√°sica de juros, atualmente na mínima histórica de 2% ao ano, vai subir nos próximos meses, mas n√£o precisou a data.

Os juros s√£o fixados a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monet√°ria. A expectativa do mercado é de que a taxa comece a subir a partir do mês de agosto.

"A gente precisou de um grau de estímulo extraordin√°rio, algo que é naturalmente tempor√°rio. [2% ao ano] n√£o é a taxa de juros que a gente vai conviver em situa√ß√Ķes normais. É o nível que a gente precisou colocar a taxa de juros em um ambiente de choque bastante atípico [queda de atividade devido à pandemia do coronavírus] (...). É natural esperar que esse estímulo extraordin√°rio v√° sair de cena em algum momento", afirmou.

PIB e vacinação

Segundo o diretor do BC, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 deve "caminhar para uma queda de PIB mais próxima de 4%, pelo menos metade do que se esperava na metade do ano [passado]".

"J√° é uma economia que funciona mais normal. O funcionamento da atividade produtiva se adaptou de alguma forma à pandemia, com todas dificuldades. Obviamente, n√£o est√° tudo normalizado, muito longe disso. mas a gente est√° reagindo de forma diferente do que a economia reagiu no início da pandemia", afirmou.

Ele avaliou, porém, que haver√° desacelera√ß√£o da economia no primeiro trimestre por conta do fim do auxílio emergencial.

"A indústria j√° voltou ao nível pré-pandemia, mas quando olha o ano todo h√° um buraco no meio. É de se esperar que essa recomposi√ß√£o de estoque aconte√ßa ao longo do primeiro semestre, mesmo com desacelera√ß√£o no varejo. N√£o vai desabar, mas vai ter desacelera√ß√£o, pode ser um pouco mais forte, menos forte", disse.

Segundo o diretor, a vacina√ß√£o da popula√ß√£o brasileira, que ajudaria na retomada do nível de atividade, est√° um "pouquinho" atrasada na compara√ß√£o com outros países.

"H√° falta de insumos, mas, por outro lado, os programas de vacina√ß√£o nacionais têm histórico mais positivo do que a grande maioria dos outros países. Quando o insumo estiver disponível, é bom de qualidade. D√° pra acreditar que vai ser mais r√°pido", acrescentou.

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Fonte: G1

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