Lula provoca Bolsonaro e diz que filhos deveriam renunciar já que duvidam das urnas eletrônicas

Por Redação em 09/01/2024 às 08:47:42

O presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva provocou nesta segunda-feira, 8, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante discurso na cerimônia para marcar um ano do 8 de Janeiro, o petista defendeu as urnas eletrônicas e disse que quem desconfia delas deveria renunciar a seus mandatos. Ele fez referĂȘncia aos trĂȘs filhos de Bolsonaro que ocupam cargos pĂșblicos: o senador FlĂĄvio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

Lula questionou se, caso a possibilidade de fraudar as urnas fosse real, ele teria sido eleito presidente da RepĂșblica trĂȘs vezes e ido ao segundo turno em outras duas ocasiões em que foi derrotado. Ele também disse que o PT não teria conseguido eleger Dilma Rousseff na disputa acirrada com Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014.

"As pessoas que duvidam das eleições e da legalidade da urna brasileira porque perderam as eleições, por que não pedem para seu partido renunciar todos os deputados e senadores que foram eleitos? Por que os trĂȘs filhos dele [Bolsonaro] que foram eleitos não renunciam em protesto à urna fraudulenta?", declarou o atual presidente da RepĂșblica.

Lula discursou no ato "Democracia Inabalada", convocado por ele e realizado em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com o Congresso Nacional, que assim como o PalĂĄcio do Planalto foram invadidos hĂĄ um ano por manifestantes que tentavam provocar um golpe de Estado.

Em outro trecho de seu discurso na cerimônia, Lula disse que "não hĂĄ perdão para quem atenta contra a democracia" e que os responsĂĄveis por financiar, planejar e executar a tentativa de golpe precisam ser punidos de forma exemplar.

"Se a tentativa de golpe fosse bem-sucedida, a vontade soberana do povo brasileiro teria sido roubada. E a democracia, destruĂ­da. A esta altura, o Brasil estaria mergulhado no caos econômico e social. O combate à fome e às desigualdades teria voltado à estaca zero", afirmou o presidente.

Fonte: Isto É

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